Energia gerada de dejetos de suínos


Instalação de biodigestor do Projeto Alto Uruguai

Usar dejetos de suínos para alimentar biodigestores e, com o gás gerado, produzir energia elétrica. Esse é um dos objetivos de um projeto piloto desenvolvido no Sul do país e que visa transformar uma região na divisa do Brasil com a Argentina, conhecida como Alto Uruguai, em modelo de produção e consumo de energia sustentável.

A iniciativa, batizada de Projeto Alto Uruguai, foi lançada em 2004 e, desde então, foram instaladas 35 unidades de biodigestores em propriedades rurais dedicadas à suinocultura, localizadas em 24 municípios da região, sendo 19 em Santa Catarina e cinco no Rio Grande do Sul.

O biodigestor é um equipamento que transforma materiais diversos, como lixo, dejetos animais e resíduos vegetais, em biogás e adubo. O adubo é usado na lavoura, enquanto o biogás pode ser utilizado como combustível, em substituição ao gás de cozinha, no aquecimento de instalações e na produção de energia elétrica.

O projeto prevê a construção de uma central de geração de energia elétrica de biogás na comunidade de Santa Fé Baixa, no município de Itapiranga, em Santa Catarina. A usina, em fase de implantação, terá capacidade para produzir 150 kWh de energia elétrica, o suficiente para atender à demanda de mais de 600 famílias.

Também está prevista a montagem da primeira central de energia elétrica do Brasil de hidrogênio movida a biogás de dejetos de suínos. Localizada na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a unidade será capaz de produzir 27.623 KW de energia por ano.

Além disso, o projeto contribui para a conservação de energia ao promover cursos de capacitação para professores das redes municipais e estaduais, agentes comunitários e participantes do Plano Municipal de Gestão da Energia Elétrica (PLAMGE), o que proporciona aos gestores municipais redução nos gastos com energia, aumento da eficiência e melhor atendimento à população.

O Projeto Alto Uruguai é uma parceria entre a Eletrobras, a Eletrobras Eletrosul, a Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e as 29 prefeituras da região.

Especialista em hidreletricidade


Vista aérea da usina Xingó, no rio São Francisco, na divisa de Sergipe e Alagoas

Gerar energia renovável e sustentável baseando-se na força das águas. Essa é uma vocação natural do Brasil, uma nação cortada por rios. Cerca de 80% da energia elétrica consumida em nosso território vem de hidrelétricas.

Temos atualmente mais de 900 usinas de todos os portes em operação e novos empreendimentos estão sendo construídos para garantir o fornecimento de energia elétrica à população e o desenvolvimento nacional.

Essas são algumas das informações contidas no vídeo O Brasil e Suas Usinas Hidrelétricas, que você pode ver abaixo.

Está tudo interligado


A rede de transmissão de energia elétrica do Brasil tem mais de 100 mil quilômetros de extensão e funciona de forma integrada

Parece mágica: você aperta o interruptor da sala e a luz acende na hora. Mas do que talvez você nem desconfie é que a energia que fez a lâmpada funcionar pode ter viajado centenas ou milhares de quilômetros até chegar à sua casa. E pode acontecer, também, dessa energia ser gerada por diferentes usinas ao longo do ano.

Num país de dimensões continentais como o Brasil, é um grande desafio produzir, transportar e distribuir energia elétrica para os consumidores. Na maior parte do território brasileiro, essas atividades são realizadas no chamado Sistema Interligado Nacional – ou, simplesmente, SIN –, formado basicamente por empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do país.

O SIN permite o intercâmbio de energia entre as diversas regiões brasileiras, o que otimiza a operação do sistema elétrico. Empresa líder em geração de energia elétrica na América Latina, a Eletrobras é o maior agente de transmissão do SIN e tem participado ativamente de sua expansão.

Como exemplo do funcionamento do SIN, uma das grandes linhas de transmissão do Brasil foi construída pela Eletrobras Furnas para escoar a energia da usina Itaipu. A integração da hidrelétrica ao SIN possibilitou a entrega da energia até a Grande São Paulo.

Voltando, então, ao início deste texto, se você mora na Grande São Paulo, é possível que a eletricidade que permite o funcionamento do seu computador tenha sido gerada na usina hidrelétrica Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai.

Dez razões para apostar na hidreletricidade


Vertedouro da usina hidrelétrica Tucuruí, no rio Tocantins (PA), uma das maiores do país

1. É uma fonte renovável de energia.
As hidrelétricas usam a energia da água, sem reduzir sua quantidade, para produzir eletricidade.

2. Viabiliza o uso de outras fontes renováveis. A flexibilidade e a capacidade de armazenamento das usinas fazem delas um meio eficiente e econômico para dar suporte ao emprego de outras fontes energéticas intermitentes, como a eólica e a solar.

 3. Ajuda a combater as mudanças climáticas. Estudos recentes vêm mostrando que reservatórios de hidrelétricas podem absorver gases de efeito estufa.

 4. Contribui para manter mais puro o ar que respiramos. As hidrelétricas não produzem poluentes do ar nem geram subprodutos tóxicos.

 5. Armazena água potável. Os reservatórios das usinas coletam água de chuva, que pode ser usada para o consumo e a irrigação.

 6. Promove a segurança energética e a redução dos preços pagos pelo consumidor final. A energia que vem dos rios é uma fonte renovável com ótima relação custo/benefício, confiabilidade e eficiência.

 7. Eleva a confiabilidade e estabilidade do sistema elétrico do país. A energia gerada pelas hidrelétricas pode ser injetada no sistema elétrico interligado e transportada para todas as regiões, de Norte a Sul do Brasil.

 8. Contribui significativamente para o desenvolvimento. As instalações hidrelétricas trazem eletricidade, estradas, indústrias e comércio para as comunidades. Com isso, estimulam a economia e melhoram a qualidade de vida da população.

 9. Significa energia limpa e barata para hoje e amanhã. Com um tempo médio de vida que pode chegar a 100 anos, os empreendimentos hidrelétricos são investimentos de longo prazo, capazes de beneficiar várias gerações.

 10. É um instrumento vital para o desenvolvimento sustentável. Usinas hidrelétricas desenvolvidas e operadas de forma economicamente viável, ambientalmente sensata e socialmente responsável representam o desenvolvimento sustentável em sua melhor concepção.

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